[Resenha crítica] Filme: SETE MINUTOS DEPOIS DA MEIA NOITE (2016)

           O filme dirigido por J. A. Bayona conta a história fantástica de Conor O’Malley, um garoto velho demais para ser uma criança e jovem demais para ser um homem. Trata-se de um drama que alimenta o imaginário de qualquer pessoa através de animação, imagens de um universo real e irreal.

           Seguindo a linha de filmes como “Onde vivem os monstros”, Sete minutos depois da meia noite se utiliza de uma narrativa encantada para desenvolver dramas de crescimento e enfrentamento para personagens infantis. Nesse caso, Conor está rodeado de questões familiares que o fazem adentrar num mundo onírico possivel.

            A mãe que experiencia uma doença terminal, o pai que não pode criá-lo e uma avó que parece não ser família. Além disso, Conor tem uma vivência de violência na escola. Com uma bagagem emocional densa, o garoto se vê imerso dentro de um mundo simbólico que dá significado a sua vida através de um gigante que lhe oferece três histórias em troca de uma.

          O filme é uma obra-prima não só no quesito envolvimento e produção. Cada minuto produz reflexão e, assim como Conor, nos faz imergir dentro de um mundo de possibilidades. É uma obra que possibilita o contato com a nossa criança ferida e com o nosso curador interior.

 

7 minutos

Sete minutos depois da meia noite nos tira do chão. É um lembrete de que o encantado é uma possibilidade de enfrentamento potente. 

Assista ao trailer:

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